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Calor, menopausa e dor crônica: especialistas tiram dúvidas ao vivo

Calor, menopausa e dor crônica: especialistas tiram dúvidas ao vivo

A edição mais recente do programa reuniu médicos de diferentes especialidades para esclarecer questões que afetam milhares de brasileiros no dia a dia, como queda de cabelo no calor, sintomas da menopausa, dores crônicas e lipedema. Durante as entrevistas, os profissionais explicaram causas, sinais de alerta e opções modernas de tratamento, sempre com foco em prevenção e qualidade de vida.

Queda de cabelo no calor: o que está por trás do problema

O dermatologista Dr. Gilson Gonçalves explicou que as altas temperaturas favorecem a inflamação do couro cabeludo. A exposição excessiva aos raios ultravioleta, a perda de água pelo suor e o aumento da oleosidade formam um conjunto de fatores que fragilizam os fios e aumentam o risco de queda.

Segundo o especialista, a queda passa a ser considerada preocupante quando ultrapassa cerca de 60 fios por dia durante algumas semanas, situação que deve ser investigada por um dermatologista ou tricologista. A avaliação clínica e exames laboratoriais ajudam a identificar causas genéticas, hormonais ou nutricionais.

Entre as principais recomendações para proteger os cabelos no calor estão a ingestão adequada de água, o uso moderado de chapéus ou bonés com proteção UV e a aplicação de máscaras hidratantes, óleos capilares e produtos com ação térmica. Banhos muito quentes e demorados devem ser evitados.

Quando os danos já estão instalados, tratamentos com laser e LED, suplementação, medicamentos específicos e terapias regenerativas podem ajudar a controlar a inflamação e estimular o crescimento dos fios.

Menopausa: sinais começam antes do que muitas imaginam

A ginecologista e oncologista pélvica Dra. Priscila Faria alertou que os sintomas do climatério podem surgir até dez anos antes da menopausa, que é confirmada apenas após 12 meses sem menstruação.

Ondas de calor, irritabilidade, alterações de memória, cansaço e mudanças de humor podem indicar queda hormonal. A médica ressaltou que muitas mulheres atribuem esses sinais apenas ao estresse do cotidiano e deixam de buscar ajuda.

Entre as alternativas para aliviar os sintomas estão tratamentos com radiofrequência e laser íntimo, soroterapia, reposição vitamínica e terapias hormonais personalizadas, feitas conforme a fase da paciente. A reposição pode envolver estradiol, progesterona e testosterona, sempre sob avaliação médica.

A especialista também comentou sobre o acompanhamento multidisciplinar para emagrecimento, com apoio psicológico, nutricional, medicação quando indicada e estímulo à mudança de hábitos para resultados duradouros.

Dor crônica: quando a dor deixa de ser normal

O ortopedista Dr. Renzo Binot explicou que a dor passa a ser considerada crônica quando persiste por mais de três meses e interfere no sono, no humor e na rotina. Diferente da dor aguda, que funciona como alerta do corpo, a dor crônica é uma condição que precisa de tratamento especializado.

Sinais como perda de força, alteração de sensibilidade, dores que acordam o paciente à noite ou enxaquecas frequentes são motivos para procurar um especialista.

O tratamento é feito de forma multimodal, combinando medicamentos específicos, fisioterapia, pilates, atividade física orientada, infiltrações, bloqueios e terapias regenerativas. O médico também derrubou mitos comuns, como a ideia de que sentir dor é normal com a idade ou que o repouso absoluto é a melhor solução.

Lipedema: diferenças em relação à obesidade e formas de tratamento

O cirurgião plástico Dr. Rodolfo Porto explicou que o lipedema se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura em braços e pernas, acompanhado de dor, inchaço e surgimento de hematomas espontâneos. Ao contrário da obesidade, essa gordura tende a persistir mesmo com emagrecimento.

O diagnóstico é clínico e depende do reconhecimento dos sinais e sintomas, como ausência de definição nos joelhos, volume aumentado nos membros e sensibilidade dolorosa ao toque. Estima-se que milhões de mulheres possam conviver com a condição sem diagnóstico.

O tratamento começa com mudanças no estilo de vida e abordagem clínica, incluindo controle de peso, exercícios, cuidados circulatórios e acompanhamento médico. A cirurgia pode ser indicada em alguns casos, mas não é a única opção e não substitui o cuidado contínuo.