O podcast recebeu o cirurgião plástico Dr. Marcos Storion para uma conversa aprofundada sobre o Deep Plane Facelift, uma das técnicas mais avançadas e complexas do rejuvenescimento facial moderno.
Durante o episódio, o especialista explicou por que esse procedimento exige formação extensa, subespecialização e atualização constante, sendo considerado um dos maiores desafios técnicos da cirurgia plástica facial.
Formação e especialização em cirurgia facial
Dr. Marcos Storion destacou que o Deep Plane Facelift vai muito além da formação tradicional. Após os seis anos de medicina, a especialização em cirurgia geral e a residência em cirurgia plástica, o médico passou por subespecialização focada exclusivamente em face, além de treinamentos e estudos em diversos países.
Segundo ele, a cirurgia facial profunda exige domínio absoluto da anatomia, experiência prática e atualização contínua para garantir segurança, precisão e resultados naturais.
O que é o Deep Plane Facelift
O Deep Plane Facelift é uma técnica de lifting facial realizada em planos mais profundos da face, abaixo do tecido muscular conhecido como SMAS. Diferentemente dos liftings tradicionais, que atuam principalmente sobre a pele, o deep plane reposiciona músculos, ligamentos e tecidos em bloco.
Esse método permite um rejuvenescimento mais duradouro e natural, sem aparência artificial ou excesso de tensão na pele, respeitando os traços originais do paciente.
Naturalidade como principal benefício
Um dos pontos centrais destacados pelo cirurgião é a naturalidade do resultado. Ao reposicionar toda a estrutura facial de forma integrada, o procedimento evita o aspecto estigmatizado de cirurgias antigas.
O objetivo, segundo o especialista, é que as pessoas percebam o paciente com aparência mais jovem, descansada e saudável, sem identificar sinais evidentes de intervenção cirúrgica.
Rejuvenescimento e indicação do procedimento
O grau de rejuvenescimento varia conforme cada paciente. Pessoas que apresentam maior flacidez ou envelhecimento facial mais acentuado costumam ter resultados mais expressivos. Em média, o procedimento pode devolver ao paciente uma aparência compatível com sua idade real ou até mais jovem.
Embora seja mais comum a partir dos 50 anos, o Deep Plane Facelift pode ser indicado também para pacientes mais jovens, desde que exista queixa estética e avaliação médica adequada.
Segurança e avanços da técnica
O cirurgião ressaltou que a evolução da anestesia, dos equipamentos e da prática cirúrgica tornaram o Deep Plane Facelift um procedimento seguro, quando realizado por profissionais experientes.
A cirurgia é feita sem pressa, respeitando o tempo necessário para cada caso, com foco absoluto na segurança, na preservação dos nervos e na qualidade do resultado final.
Pós-operatório e recuperação
O pós-operatório costuma ser mais confortável do que muitos pacientes imaginam. O especialista explicou que, em sua prática, não utiliza pontos externos excessivos, priorizando técnicas que favorecem cicatrizes discretas e recuperação mais rápida.
Em poucos dias, o paciente já retoma atividades leves, com acompanhamento médico contínuo e orientações personalizadas.
Facelift profundo versus técnicas tradicionais
O Deep Plane Facelift corrige limitações comuns dos liftings tradicionais, como curta duração dos resultados, cicatrizes visíveis e aspecto artificial. Ao concentrar a tensão nos planos profundos, a pele cicatriza sem estresse, resultando em cicatrizes mais finas e praticamente imperceptíveis.
Além disso, os resultados tendem a ser mais duradouros, podendo ser mantidos com tratamentos complementares ao longo dos anos.
Tecnologia e abordagem personalizada
Durante a conversa, o médico reforçou que não existe um protocolo único. Cada paciente passa por uma avaliação detalhada para definir a combinação ideal de cirurgia e tecnologias complementares, como laser, enxertia de gordura, radiofrequência ou tratamentos de estímulo de colágeno.
Segundo ele, cada rosto é um universo único, e o sucesso do tratamento depende da personalização e do alinhamento de expectativas.
O futuro do rejuvenescimento facial
Para o Dr. Marcos Storion, o Deep Plane Facelift representa o presente e o futuro do rejuvenescimento facial, por ser uma técnica baseada em anatomia, algo que não muda com o tempo. Novas tecnologias devem surgir para complementar os resultados, mas a base cirúrgica tende a permanecer.
O episódio reforça a importância da avaliação médica especializada, do conhecimento profundo da anatomia facial e da busca por resultados que priorizem naturalidade, segurança e bem-estar.


